segunda-feira, abril 6

VIII. Dia


Dia de chuva, fraco, dissonante com a realidade e perdido em pensamentos. 
Há horas em que uma gota cai do olho, e mesmo assim a impossibilidade de determinar onde termina a chuva e começa o eu é trovoada que vem assim, de uma vez, ressoa como uma memória velha - e boa - que passa no instante seguinte.

Nada diferencia um dia escuro da noite que o sucede. Nesses dias o dia não se finge bonito. Nesses dias há consonância, há eu.

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