Nunca tive a pretensão de ser o melhor. É meio chato pensar nisso hoje em dia, quando o mundo exige de cada um a ambição de destacar-se necessariamente em tudo o que fizer, arremessando pedras e pedras caso sequer ouse ser o segundo, o terceiro ou o último. A mim, bastava fazer o meu melhor e, embora os resultados não trouxessem em retorno aplausos de excelência, ao menos a paz servia para fechar os ouvidos às reclamações daqueles que se incomodavam ao presenciar a existência de alguém que não surtava pelas mesmas coisas que eles. E foi assim, foi seguindo, até esse ano. Curto como todos os anos são depois que se passa do 25º, mas com o diferencial de ter trazido muitas coisas e ter tirado violentamente todas as coisas que trouxe sem nenhum aviso prévio. Talvez hoje eu odeie o ano, a cidade, o lugar, a vida, minhas reações, as consequências e o final que deve ir embora e, graças aos deuses, não deve voltar de forma alguma. Que vá, que vá logo. Leve tudo e deixe, talvez, a saudade do que trouxe e levou. Raiva, tristeza, amigos secretos, luzes de natal, chocolate, esperança e não fui feito para esse mundo.
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