quarta-feira, agosto 12

Sem par




Paz sem par é ir sem retroceder
aos internos, esquecidos e externos
céus pintados sobre velhos infernos
e aos novos, perdidos, a envelhecer.

Fez-se cinza o senil participar
ao parir tantos e tantos metais,
retorcidos pedaços de animais
eviscerados em fios, sem par...

E sem ir, sem ficar e sem sumir.
Tudo é uma lenta transfiguração,
do pregar de cravos no coração
ao crucificar de almas a vir.

A mecânica é simples como a vida,
no bombear de seiva prazerosa
da sobrecarga cartilaginosa
a mudar e a seguir assim, perdida.
(Lennon Moreira)

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