Há algo maior do que o passar de dias na busca de causas externas, ou pelo menos deve haver. Busca-se conforto, salário ao fim do mês, lar, transporte pessoal com menor dispêndio de tempo, busca-se hobbies, pequenos vícios e alguém para acreditar nas suas palavras, compartilhar os seus hobbies e suportar seus pequenos vícios. Busca-se tanto, e tanto é tão pouco. Algo maior poderia ser Deus, e há quem também o busque, encontrando de maneira similar outras respostas externas para perguntas que se fingem saciadas. E se não houver? Por que não parar de fingir?
Pode o mundo não residir apenas sob os pés, pode as respostas não existirem senão no plano abstrato dos que se resignam ao que almejam, pode os deuses se lixarem para o evento mais importante da sua vida tal qual o eixo de rotação do planeta pouco mudará mesmo que nasçam perfeitamente saudáveis os gêmeos que você quis a vida inteira. Pode o que se quer ser tão insignificante quanto o que se tem, e pode o que eu sou ser tão ínfimo quanto o que o maior dos líderes fez pela maior das civilizações desse planeta. Assim como pode algo supremo como o universo ser absolutamente insignificante diante do que quero.
Pode haver um significado que explique tudo e pode essa explicação, ainda assim, ser insignificante.
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